Sistema TRI: Entenda a correção do Enem – É o mais dificil?

Já sabe como funciona o sistema TRI (Teoria de Resposta ao Item)? É muito importante que todo candidato ao Enem saiba como esse sistema funciona.

A maneira como a prova é corrigida altera por completo o resultado da pontuação na prova. De modo que, seja interessante conhecer essa informação para assinalar o gabarito com maior consciência.

Se você estiver na dúvida entre chutar ou não uma questão, é preciso considerar o modelo de correção adotado pela banca. Para que você possa analisar se vale a pena chutar uma resposta.

Teoria de Resposta ao Item ou TRI o sistema de correção do Enem

Quando você e um amigo respondem corretamente o mesmo número de questões no Enem, isso não significa que estão empatados em suas pontuações.

A prova não é corrigida com uma pontuação atribuída somente por causa do número de questões corretas. No sistema TRI a banca analisa o conjunto das questões que foram acertadas. Justamente para que, seja possível dar o peso correto a cada acerto na prova.

Por isso, quem acerta todas as perguntas “fáceis”, todas as “medianas” e algumas “difíceis” terá uma pontuação melhor que um candidato que efetuou o caminho inverso.

Uma vez que, a banca entende esses acertos como coerentes. Em contrapartida, quem acerta mais questões difíceis e menos fáceis, tende a pontuar menos.

Devido ao fato de ser estatisticamente improvável que o aluno tenha acertado por mérito. Isso faz com que a banca deduza que houve chute de respostas e consequentemente, a pontuação é diminuída.

Sistema TRI

Então nunca devo chutar respostas no Enem?

As questões da prova são misturadas para que o aluno não saiba qual pertence ao grupo das fáceis, médias ou difíceis.

Portanto, se o aluno fica em dúvida entre duas opções prováveis de resposta e chuta naquela que acha mais provável, ele pode estar acertando uma questão fácil, média ou difícil.

Ter dúvida sobre a resposta não é necessariamente associado ao fato de ser uma questão considerada difícil. Em alguns casos, é somente uma questão fácil de um tema que o aluno não domina tão bem.

O que acaba gerando a situação de uma dúvida em que o aluno terá 50% de chances de acertar e 50% de chances de errar.

Quando você deixa a questão em branco, assume que “errou” aquela questão. Mas quando o candidato tem um palpite sobre a resposta certa e marca, existe a possibilidade de ter pontuado.

Caso a resposta esteja errada, isso não vai reduzir a sua pontuação necessariamente. Como acontece em alguns concursos que, cada pergunta respondida errada ocasiona a eliminação de um acerto.

Por isso, vale a pena marcar seu palpite e torcer para que tenha acertado. Uma vez que, mesmo que tenha errado você já teria perdido esse ponto se tivesse deixado o gabarito em branco.

Deixar uma questão em branco no Enem nunca é uma boa alternativa. Especialmente devido ao fato de erros não minimizarem a sua nota obrigatoriamente.

Em caso de dúvida pule a questão

Sistema TRIUma boa orientação em relação às questões que estão causando dúvida é deixar para depois. Vale a pena fazer sua prova inteira, respondendo todas as questões em ordem. Caso uma ou outra questão esteja mais difícil, deixe para voltar e resolver no final da prova.

Você pode inclusive, riscar a questão ou anotar suas considerações sobre ela. Se uma alternativa está 100% errada e você tem certeza, risque essa alternativa.

Dessa forma, você evita perder tempo em seu final de prova revendo esse detalhe. Deixando apenas as demais opções que podem estar corretas. Isso também reduz a probabilidade de errar a questão.

Afinal, se das 5 opções uma já foi eliminada, ainda restam 25% de chances de acertar a questão. Quando você faz mais questões para posteriormente voltar e resolver a que te deixou com dúvidas, é possível ter um olhar mais atento para essa questão.

De modo que, você consiga se concentrar nessa questão e responder corretamente. Uma vez que, já pensou nela ao longo de sua prova.

O peso da redação no Enem

A redação é a única prova do Enem que não é corrigida pelo sistema TRI. Por isso mesmo, ela tem um peso bastante significativo na sua média geral. Afinal, é uma prova que pode ser pontuada com os 1000 pontos efetivos.

Além disso, a prova tem critérios de correção que são muito claros. Quando o candidato efetivamente segue os critérios definidos pela banca, fatalmente irá alcançar a pontuação máxima ou muito próximo dela.

Portanto, para que você não se sinta preso ao medo de acertar mais questões difíceis que medianas ou fáceis, é interessante investir em toda a sua capacitação.

De forma que, sua pontuação possa ser elevada ao acertar um volume de questões de maneira coerente. Além de ter a média geral mais alta devido à prova de redação.

Que pode inclusive, ser decisiva para garantir a sua aprovação. Afinal, os cursos mais concorridos requerem pontuações elevadas. Tendo em vista que, cada décimo poderá fazer a diferença.

Por isso mesmo, se sair bem na redação é importante. Para que você possa ter uma média elevada como resultado de sua prova.

O sistema TRI visa uma correção mais justa

Sistema TRI

O sistema TRI é usado no Enem com o objetivo de oferecer uma correção mais justa para todos os candidatos.

Inclusive, todos os anos o Inep lança em sua plataforma as informações necessárias para que os candidatos possam chegar os dados usados para correção da prova.

Portanto, é um mecanismo bastante transparente de correção, que tem por objetivo que todos os candidatos possam ter uma pontuação de acordo com a sua performance.

Ou seja, não considerando apenas o número de acertos, que pode ter a sorte como interferência. Afinal, um candidato pode chutar uma questão e acertar, ou até mesmo mais de uma.

Desde que tenha alguma noção sobre o que está lendo e interpretando, é possível acertar questões por palpite.

O TRI é usado para evitar que essa pessoa sortuda tenha melhor desempenho que um estudante preparado. Visando evitar que candidatos despreparados ingresse na universidade.

Afinal, é importante que o candidato tenha capacidade de se manter na universidade após ter conquistado a vaga. E isso só é possível quando o aluno foi bem preparado, caso contrário, será difícil acompanhar o ritmo de sua turma.

Por isso mesmo, o TRI é também um mecanismo para evitar que ocorra evasão da universidade. Justamente devido aos custos de oferecer vagas que posteriormente serão abandonadas.

O Enem é uma prova mais difícil por causa do sistema TRI?

Sistema TRI

Na realidade o sistema é apenas uma metodologia de correção. Portanto, não significa que seja mais difícil ou mais fácil alcançar uma boa pontuação com a prova por causa da maneira como ela é corrigida.

Independentemente da forma de corrigir a prova, a maneira para se preparar é o que fará a diferença. Quem consegue acertar todas as questões de uma matéria, obviamente tem a média elevada.

A média não depende diretamente da maneira como a prova é corrigida, seja por TRI ou outro método qualquer.

Em resumo, com dedicação durante sua preparação é possível atingir um bom resultado no Enem. Aproveite que agora você já sabe sobre o método de correção, para sanar sua dúvida a respeito de chutes na prova e sobre a média geral obtida no Enem.

Deixe um comentário